A fase mais crítica da bovinocultura, seja ela de leite ou corte, é a criação de bezerros. O recém-nascido é mais vulnerável devido a sua dificuldade de manter a temperatura e principalmente pelo fato de ser imunologicamente menos competente, dependendo totalmente dos anticorpos advindos do colostro. A ingestão desse importante alimento em quantidade e momento adequado, além da ingestão frequente de carboidratos, é essencial para a sobrevivência do bezerro.

A falha na transferência dos anticorpos da mãe para a cria, o insucesso da absorção dessas proteínas pelo organismo do bezerro, bem como as práticas de manejo e higiene deficientes, são os maiores determinantes de mortalidade nas primeiras semanas de vida (Leander, L. C., et al. 1984; Donovan, G. A., 1998).  Portanto, minimizar a fragilidade aos agentes infecciosos promove maior taxa de sobrevivência, sendo um método fácil e de excelente custo-benefício (Donovan, G. A., 1998).

Dentre as causas mais comuns de mortalidade nessa categoria animal destacam-se: as doenças entéricas (principalmente as diarreias), as respiratórias (principalmente a pneumonia), septicemia pós-natal e as onfalites/onfaloflebites (infecções das estruturas umbilicais) (Radostitis, O. M.; WALTNER, T. D. 1986). Microrganismos comuns de onfalite frequentemente são encontrados em animais com septicemia, comprovando que o umbigo é a principal porta de entrada para agentes infecciosos, sendo responsável muitas vezes pela ocorrência das enfermidades citadas acima (Radostitis, O. M., 2002; Ogilvie, T. H., 2000; Hathaway, S. C. et al. 1993, Rebhum, W. C. 1995).

Para se ter uma ideia, segundo pesquisas, há grande incidência de afecções umbilicais em bezerros de leite e de corte, com variação de 28 a 42,2% (Miessa et al. 2002, Reis et al. 2009). Os prejuízos decorrentes das enfermidades umbilicais vão além da mortalidade dos bezerros. No quesito financeiro, ainda mais prejudicial é a influência no desenvolvimento do animal, resultando em lotes refugo, além dos gastos referentes ao tratamento e atendimento veterinário (Radostits et al. 2002; Rengifo et al. 2006, Rodrigues et al. 2010).

Diante do exposto, se faz necessário os cuidados essenciais como a adequada colostragem e cura do umbigo, acrescido da utilização de um medicamento que garante a proteção do animal no 1°mês de vida. Uma opção eficaz para a utilização nessa fase da vida do animal é o uso da metafilaxia, que nada mais é que a utilização em massa de um antimicrobiano para o tratamento e prevenção da manifestação clínica de uma enfermidade. Nos Estados Unidos foi comprovado efetividade profilática e terapêutica dessa estratégia, inclusive com melhor desempenho produtivo e taxa de redução de morbidades de até 40% nos animais estudados (Griffin, 2007; Taylor et al., 2010).

A sugestão da J.A Saúde Animal para metafilaxia nos animais recém-nascidos é a utilização de Pró-Bezerro, única associação injetável de antimicrobiano com antiparasitário, desenvolvida exclusivamente para bezerros. Pró-Bezerro é a base de Benzilpenicilina Benzatina, um antimicrobiano de longa ação que previne e combate as enfermidades infecciosas decorrentes do umbigo durante todo o primeiro mês de vida. Outra grande vantagem do produto é contar com o antiparasitário Ivermectina, que combate as miíases, tão comuns na ferida umbilical durante essa fase da vida do animal.

 

 

Referências:

DONOVAN,    G.    A.;    DOHOO,    R.    I.;MONTGOMERY,  D.  M.;  BENNETT,  F.  L.  Cattle morbidity and mortality: passive immunity. Preventive Veterinary Medicine, v. 34, n. 1, p. 31-46, 1998.

HATHAWAY,  S.  C.  et  al.  A  Pathological  and microbiological on phalo phlebitis in very young calvies slaughtered in New-Zealand. New Zealand Veterinary Journal, v. 41, n. 4, p. 166-170, 1993.

LEANDER,  L.  C.;  VIANA,  F.  C.;  PASSOS,  L.  M.  I.;GALVÃO, C. L. Alguns aspectos do manejo sanitário e principais   doenças   em   bovinos.   Tecnologia Agropecuária, Belo Horizonte, v. 6, n. 4, p. 1-51, 1984.

OGILVIE, T. H. Medicina interna de grandes animais. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. p. 468-470.

Radostits O.M., Gay C.C., Blood D.C. & Hinchcliff K.W. 2002. Clínica Veterinária. 9ª ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. 1770p.

RADOSTITS,  O.  M.;  GAY,  C.  C.;  BLOOD,  D.  C.;HINCHCLIFF, K. W. Clínica veterinária. 9. ed. Rio deJaneiro:  Guanabara  Koogan,  2002.  p.  56-59.

REBHUM, W. C.  Urinary tract diseases. In: Diseases of  dairy  cattle .  Baltimore:  Willians  & Wilkins,  1995. p.  365-366.

Rengifo S.A., Silva R.A., Pereira I.A., Zegarra J.Q., Souza M.M. & Botteon R.C.C.M. 2006. Isolamento de agentes microbianos a partir de amostras de sangue e umbigo de bezerros mestiços neonatos. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. 43(4):442-447.

Rodrigues C.A., Santos P.S.P., Perri S.H.V., Teodoro P.H.M., Anhesini C.R., Araújo M.A. & Viana Filho M.N. 2010. Correlação entre os métodos de concepção, ocorrência e formas de tratamento das onfalopatias em bovinos: estudo retrospectivo. Pesq. Vet. Bras. 30(8):618-622.

Trent A.M. & Smith D.E. 1984. Surgical management of umbilical masses with associated umbilical cord remnant infections in calves. J. Am. Vet. Med. Assoc. 185:1531-1534.

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