Os prejuízos econômicos decorrentes de parasitas externos em rebanhos bovinos ultrapassam 2 bilhões de dólares ao ano, sendo que 75% desse montante é atribuído ao carrapato. As demais ectoparasitoses, como mosca-dos-chifres, mosca-dos-estábulos, miíases e bernes, correspondem apenas aos 25% restantes (GRISI et al., 2002). O carrapato que mais impacta à criação de bovinos é o Riphicephalus Boophilus microplus, parasita hematófago originário da Ásia, porém amplamente distribuído nas regiões tropicais em todo o mundo, inclusive no Brasil (Johnston L.A.Y. 1986).

Algumas situações climáticas influenciam diretamente no desenvolvimento e proliferação desses parasitas, principalmente condições de alta temperatura e umidade. Durante muitas décadas, a EMBRAPA tem estudado a dinâmica das populações de carrapatos nas regiões tropicais e subtropicais do país, sendo que esses conhecimentos têm permitido acumulo de informações importantes para a elaboração de métodos de controle mais eficazes e econômicos desse parasita (EMBRAPA).

Para o adequado controle é necessário conhecer o ciclo biológico do Riphicephalus Boophilus microplus, que pode ser dividido em 2 fases: a fase parasitária, caracterizada pela presença do parasita no hospedeiro, que sofre pouca influência do clima, sofrendo variações maiores de acordo com a genética e temperatura corpórea do animal. Já na fase de vida livre, ou seja, fase onde o parasita está no ambiente, encontram-se a maioria das fases do carrapato (ovos, larvas, ninfas e adultos), inclusive havendo grande influência das variações do tempo (EMBRAPA).

Segundo Radostits et al. (2002), existem vários métodos disponíveis para o controle de carrapatos, como rotação de pastagens, vacinas, uso de raças azebuadas e de soluções ectoparasiticidas. O combate químico é o método mais eficaz e o mais utilizado, sendo necessário o cuidado em relação a dosagem, principalmente no que se refere a resistência parasitária.

As características de um bom medicamento antiparasitário é ter alta efetividade em todos os estágios evolutivos dos carrapatos, ser de fácil aplicação, além de ser inócuo ao animal e ao ambiente (Cordovés, 1997). Os três grupos químicos de parasiticidas mais recentes são as Formamidinas, Piretróides e as Avermectinas. Dentro do grupo das Avermectinas, podemos citar a Ivermectina e a Abamectina dentre os ativos mais utilizados, inclusive demonstrando serem altamente eficazes no controle e combate dos carrapatos de bovinos (Häuserman et. al. 1992; Bordin, 1999; Bridi, 2000; Pereira, 2009).

A sugestão da J.A Saúde Animal para a redução dos prejuízos decorrentes dos carrapatos em bovinos é o tratamento estratégico com a utilização de Frigoboi Facilite, parasiticida à base de Abamectina, em formulação de rápida absorção e alta eficácia no combate aos parasitas internos e externos. Além disso, possui baixo período de carência para o abate e, por ser pour-on, facilita a aplicação e torna o manejo no campo mais prático. Para um resultado ainda melhor e prolongado, sugere-se a aplicação de Longamectina Premium 3,5%, produto injetável à base de Ivermectina concentrada de longa ação, um mês após a utilização do Frigoboi Facilite.

Autores:

Prof. Dr. José Abdo Andrade Hellu – Médico Veterinário e Fundador da J.A Saúde Animal

M.V. Eduardo Henrique de Castro Rezende – J.A Saúde Animal

 

Referências:

BORDIN, E. L. Ivomec Gold – Uma Opção no Controle Integrado de Parasitos. In: Seminário Brasileiro De Parasitologia Veterinária, XI, Seminário De Parasitologia Veterinária Dos Países Do Mercosul, II E Simpósio De Controle Integrado De Parasitos De Bovinos, II, 1999. Salvador, Anais… Salvador, p.67, 1999.

BRIDI, A. A.; CARVALHO, L. A.; CRAMER, L. G.; LANGHOFF, W.K. Weight gain of beef cattle in a one year parasite control program using Ivomec Gold. In: XXI World Buiatrics Congress of the World Association for Buiatrics, 2000. Punta del Este, Proceedings… p. 51-60, 2000.

CORDOVÉS, C. O. Carrapato: controle ou erradicação. 2. ed. Guaíba: Agropecuária, 1997.

Gonçalves P.M., Passos L. M. F & Ribeiro M. F. B. 1999. Detection of IgM antibodies against Babesia bovis in cattle. Veterinary Parasitology. 82: 11-17.

Gonzales J.C. 1975. O controle do carrapato bovino. Porto Alegre: Sulina, 104 p.

GRISI, L. et al. Impacto econômico das principais ectoparasitoses em bovinos no Brasil. A Hora Veterinária, v.21, n.125, p.8-10, 2002.

Häuserman W., Friedel T., Hess E.A. & Strong M.B. 1992. A new active ingredient for a new approach to protect cattle against ticks In: Proceedings of XIX International Congress of Entomology (Beijing, China). p. 138.

Horn S.C. & Arteche C.C.P. 1985. Situação parasitária da pecuária no Brasil. A hora Veterinária. 23: 12-32.

Johnston L.A.Y., Kemp D.H. & Pearson R.D. 1986. Immunization of cattle against Boophilus microplus using extracts derived from adult female ticks: Effects of induced immunity on tick populations. International Journal for Parasitology. 16: 27-34.

PEREIRA, J. R. The efficiency of avermectins (abamectin, doramectin and ivermectin) in the controlo of Boophilus microplus, in artificially infested bovines kept in field conditions. Veterinary Parasitology, v162, n. 1-2, 2009. 116-119 p.

RADOSTITS, O. M.; GAY, C. C.; BLOOD, D. C.; HINCHCLIFF, K. W. Clínica Veterinária: um tratado de doenças dos bovinos, ovinos, suínos caprinos e eqüinos. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

Seifert G.W., Springell P.H. & Tatchell R.J. 1968. Radioactive studies on the feeding of larvae, nymphs and adults of the cattle tick Boophilus microplus (Canestrini). Parasitology. 58: 415-430.

Sutherst R.W., Maywald G.F., Kerr J.D. & Siegeman D.A. 1983. The effect of the cattle tick (Boophilus microplus) on the growth of Bos indicus x Bos taurus steers. Australian Journal of Agricultural Research. 34: 317-327.

Young A.S. & Morzaria S.P. 1986. Biology of Babesia. Parasitology Today. 2: 211-219.

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