{"id":829,"date":"2022-05-18T09:01:36","date_gmt":"2022-05-18T12:01:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jasaudeanimal.com.br\/blog\/?p=829"},"modified":"2024-06-04T14:30:04","modified_gmt":"2024-06-04T17:30:04","slug":"verminoses-em-bovinos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jasaudeanimal.com.br\/blog\/verminoses-em-bovinos-2","title":{"rendered":"<strong>Verminoses em bovinos<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>As verminoses podem causar v\u00e1rios problemas nos bovinos como: diminui\u00e7\u00e3o do apetite, redu\u00e7\u00e3o da capacidade de absor\u00e7\u00e3o de nutrientes e consequentemente queda no desempenho produtivo at\u00e9 a morte. Assim, medidas de controle, preven\u00e7\u00e3o e tratamento s\u00e3o imprescind\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Segundo dados do IBGE, em 2020 o rebanho bovino no Brasil atingiu a marca de 218,2 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, o que mostra a expressividade da pecu\u00e1ria no pa\u00eds. Assim, para que os \u00edndices produtivos se mantenham em ascens\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios cuidados quanto aos problemas que possam afetar os animais, como por exemplo as parasitoses gastrointestinais. Na percep\u00e7\u00e3o de muitos pecuaristas o carrapato \u00e9 o parasito mais importante nos rebanhos brasileiros (DELGADO, 2009). Contudo, estudos apontam os nemat\u00f3deos gastrintestinais como os maiores respons\u00e1veis por ocasionarem perdas econ\u00f4micas (GRISI et al., 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dentre os endoparasitos mais comuns em bovinos est\u00e3o os nemat\u00f3deos gastrointestinais, causadores da gastroenterite parasit\u00e1ria dos ruminantes. Suas consequ\u00eancias est\u00e3o relacionadas com a diminui\u00e7\u00e3o do apetite, a redu\u00e7\u00e3o da capacidade de digest\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o dos nutrientes para o crescimento, comprometimento do desempenho reprodutivo e da qualidade da carca\u00e7a, preju\u00edzos ao sistema imune e at\u00e9 mesmo a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os mais comuns s\u00e3o: <em>Ostertagia<\/em> spp., <em>Haemonchus<\/em> spp. e <em>Trichostrongylus axei<\/em> (que parasitam o abomaso), <em>Cooperia<\/em> spp. e <em>Strongyloides papillosus<\/em> (que afetam o intestino delgado) e o <em>Oesophagostomum radiatum<\/em> (encontrado no intestino grosso).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong><em>Ostertagia<\/em> spp.<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Parasito que afeta o abomaso dos bovinos, sendo o principal causador de gastrite parasit\u00e1ria em ruminantes. Apresenta alta patogenicidade mesmo em cargas parasit\u00e1rias menores, o que provoca muitas perdas produtivas (VIVEIROS, 2009). Entre os sinais cl\u00ednicos mais comuns est\u00e3o: inapet\u00eancia e perda de peso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong><em>Heamonchus spp.<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Haemonchus<\/em> spp. \u00e9 o principal nemat\u00f3deo que afeta bovinos e ovinos, especialmente em regi\u00f5es tropicais e subtropicais. S\u00e3o respons\u00e1veis por causar grandes danos aos animais, pois s\u00e3o parasitos hemat\u00f3fagos. As consequ\u00eancias mais comuns s\u00e3o: anemia severa, edema submandibular, perda de apetite e redu\u00e7\u00e3o do ganho de peso (GENNARI et al., 1991). Al\u00e9m disso, alguns estudos revelam que esp\u00e9cies de <em>Haemonchus<\/em> s\u00e3o resistentes a muitos anti-helm\u00ednticos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong><em>Trichostrongylus axei<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00c9 a esp\u00e9cie do g\u00eanero <em>Trichostrongylus<\/em> de maior ocorr\u00eancia nos bovinos do Brasil, sendo respons\u00e1vel por causar les\u00f5es circulares ou em placa na mucosa abomasal. Al\u00e9m disso, podem ser observados hipoalbuminemia e hiperglobulinemia, altera\u00e7\u00f5es no ph e aumento das concentra\u00e7\u00f5es s\u00e9ricas de pepsinog\u00eanio (ROSS et al., 1967).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong><em>Cooperia spp<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O g\u00eanero <em>Cooperia<\/em> spp. afeta o intestino delgado de ruminantes, sendo as esp\u00e9cies mais prevalentes nos bovinos a <em>C. oncophora<\/em>, <em>C. pectinata<\/em> e a <em>C. punctata<\/em>. Os sinais cl\u00ednicos mais frequentes s\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o ou perda de apetite e a queda na taxa de ganho de peso. Animais acometidos por <em>C. punctata<\/em> e <em>C. pectinata<\/em> podem apresentar diarreia, edema submandibular e emagrecimento consider\u00e1vel (DURO, 2010).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong><em>Strongyloides papilosus<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Strongyloides papilosus<\/em> \u00e9 um nemat\u00f3ide que parasita o intestino delgado infectando os animais por penetra\u00e7\u00e3o ativa das larvas pela via cut\u00e2nea ou pela ingest\u00e3o de pastagens contaminadas. Os vermes adultos s\u00e3o delgados, possuindo menos de um cent\u00edmetro de comprimento e sendo encontrados fixados em t\u00faneis no epit\u00e9lio das vilosidades intestinais (TAYLOR et al., 2010).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong><em>Oesophagostomum radiatum<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Parasito do intestino grosso que ao infectar os animais provocam n\u00f3dulos a partir do encapsulamento de larvas parasit\u00e1rias com alta resposta inflamat\u00f3ria no tecido do hospedeiro (BOWMAN et al. 2010). Geralmente animais afetados apresentam anorexia, perda de peso, diarreia e anemia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong>Controle e preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para o controle e preven\u00e7\u00e3o das verminoses \u00e9 importante levar em considera\u00e7\u00e3o a nutri\u00e7\u00e3o animal, uma vez que animais bem nutridos possuem melhor resist\u00eancia imunol\u00f3gica contra parasitos. Al\u00e9m disso, o manejo correto de pastagens \u00e9 importante, sendo a rota\u00e7\u00e3o de pastagens recomendada para diminuir os n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\"><strong>Tratamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O tratamento estrat\u00e9gico deve ser aplicado, estabelecendo a vermifuga\u00e7\u00e3o no per\u00edodo seco do ano, \u00e9poca mais adequada para a elimina\u00e7\u00e3o de parasitos internos afinal nesse momento os vermes est\u00e3o concentrados no animal (eles saem do ambiente e v\u00e3o para os animais). Assim, o tratamento dos afetados diminui consideravelmente os parasitos no ambiente (REHAGRO, 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0As Ivermectinas s\u00e3o recomendadas para o tratamento dessas verminoses uma vez que apresentam baixa hidrossolubilidade e elevada lipossolubilidade, caracter\u00edstica que prolonga o tempo de a\u00e7\u00e3o do medicamento e contribui para sua distribui\u00e7\u00e3o nas mucosas abomasal e intestinal, locais afetados pelas verminoses (CAMPBELL, 1989; SPINOSA et al., 1996; EMEA, 2004).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A JA Sa\u00fade Animal disponibiliza a <a href=\"https:\/\/www.jasaudeanimal.com.br\/produtos\/antiparasitarios\/longamectina-premium-35\"><strong>Longamectina Premium 3,5%<\/strong><\/a>, um produto \u00e0 base de Ivermectina em formula\u00e7\u00e3o exclusiva de longa a\u00e7\u00e3o. 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Elsevier Brasil, 2010. 431p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CAMPBELL, W. C. <strong>Ivermectin and abamectin<\/strong>. New York: Verlang, 1989. p.89-112.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DURO, L. S. <strong>Parasitismo gastrointestinal em animais da quinta pedag\u00f3gica dos Olivais. Especial refer\u00eancia aos mam\u00edferos ungulados<\/strong>. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado Integrado em Medicina Veterin\u00e1ria \u2013 Universidade Tecnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria, Lisboa. 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DELGADO, F. E. F.; LIMA, W. S.; CUNHA, A. P.; BELLO, A. C. P. P.; DOMINGUES, L. N.; WANDERLEY, R. P. B.; LEITE, P. V. B.; LEITE, R. C. Verminoses dos bovinos: percep\u00e7\u00e3o de pecuaristas em Minas Gerais, Brasil. <strong>Revista Brasileira de Parasitologia Veterin\u00e1ria<\/strong>, v. 18, n. 3, p. 29-33, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EMEA. <strong>THE EUROPEAN AGENCY FOR THE EVALUATION OF MEDICINAL PRODUCTS<\/strong>. Veterinary medicines evaluation unit. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.emea.eu.int\/pdfs\/vet\/mrls\/. Acesso em: 23 jul. 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GENNARI, S. M.; VIEIRA BRESSAN, M. C. R.; ROGERO, J. R.; MacLean, J. M.; DUNCAN, J. L. <strong>Pathophysiology of Haemonchus placei infection in calves<\/strong>. Veterinary Parasitology, v. 38, p. 163-172, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRISI, L; LEITE, R. C.; MARTINS, J. R. et al. <strong>Perdas econ\u00f4micas potenciais devido ao parasitismo em bovinos no Brasil<\/strong>. Salvador, 21 de novembro de 2013. Palestra magna proferida no 40\u00ba Congresso Brasileiro de Medicina Veterin\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REHAGRO. <strong>Controle estrat\u00e9gico de verminoses em bovinos de corte<\/strong>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/rehagro.com.br\/controle-estrategico-de-verminoses-em-bovinos-de-corte\/\">http:\/\/rehagro.com.br\/controle-estrategico-de-verminoses-em-bovinos-de-corte\/<\/a>. Acesso em: 25 abr. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROSS, J. G.; PURCELL, D. A.; DOW, C.; TODD, J. R. Experimental infections of calves with Trichostrongylus axei; the course and development of infection and lesions in low level infections. <strong>Research in Veterinary Science<\/strong>, v. 8, n. 2, p. 210 &#8211; 206, 1967. [resumo]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SPINOSA, H. S.; G\u00d3RNIAK, S.L.; BERNARDI, M.M. <strong>Farmacologia aplicada \u00e0 medicina veterin\u00e1ria<\/strong>. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. 545p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TAYLOR, M. A.; COOP, R. L.; WALL, R. L. <strong>Parasitologia Veterin\u00e1ria<\/strong>. 3. Ed. Guanabara-Koogan, 2010. 742p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIVEIROS, C. T. <strong>Parasitoses gastrintestinais em bovinos na ilha de S. Miguel, A\u00e7ores \u2013 Inqu\u00e9ritos de explora\u00e7\u00e3o, resultados laboratoriais e m\u00e9todos de controlo<\/strong>. 2009. 104 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado) &#8211; Universidade T\u00e9cnica de Lisboa &#8211; Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria. 2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As verminoses podem causar v\u00e1rios problemas nos bovinos como: diminui\u00e7\u00e3o do apetite, redu\u00e7\u00e3o da capacidade de absor\u00e7\u00e3o de nutrientes e consequentemente queda no desempenho produtivo at\u00e9 a morte. 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