COMO DIMINUIR O ESTRESSE DOS SUÍNOS

A carne suína é a proteína animal mais consumida do mundo. Rica em nutrientes, é responsável por aproximadamente 38% da ingestão total mundial proteica (ABIPECS, 2010). De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), estima-se que a produção de carne suína em 2020 deve crescer em torno de 6,5%, atingindo em torno de 4,25 milhões de toneladas, ultrapassando a marca de 3,98 milhões realizada em 2019 (RURAL, 2020).

A cada dia que passa o bem estar animal (BEA) está tomando maiores proporções, estando diretamente ligado as condições em que o animal vive, preconizando ter a máxima qualidade de vida, sem passar fome, sede, dor ou desconforto (BROOM & MOLENTO, 2004). Um dos maiores desafios para manter o BEA na suinocultura é o controle do estresse, que é um grande indicador utilizado para mensurar o bem estar animal dentro das instalações. Na existência de condições desfavoráveis, esse estresse pode provocar automutilação, canibalismo e agressividade excessiva, dentre outros sinais (BROOM & MOLENTO, 2004).

Uma causa de estresse comum entre os animais de um plantel é o alojamento em grupos durante a fase de terminação. Nesse manejo há a introdução de animais de diferentes lotes em uma baia comum, sendo que muitos desses suínos eram criados individualmente. Um exemplo disso são as fêmeas que passaram pela maternidade e lactação, e que nessas fases ficavam em uma baia separada dos outros animais e, posteriormente, são realocadas junto a outros animais (GROOT et al., 2001; RUIS et al., 2002).

Uma reação de animais que são expostos à agentes estressantes é a inquietação, visto que por extinto irão tentar escapar ou aliviar-se da causa primária e, com isso, o animal irá deixar de se alimentar, entrando em um quadro de perda de peso constante (MOBERG, 2000). Algumas alternativas podem ser adotadas para reduzir ou prevenir os prejuízos causados pelo estresse. Uma delas é um manejo mais cuidadoso, permitindo que os animais fiquem melhor “livres de stress”, dentro das cincos liberdades do BEA, que são: viver livre de fome, sede, dor, doenças, desconforto, estresse e livre para expressar comportamento natural (BROOM & MOLENTO, 2004).

Além do manejo, em situações de estresse é desejável que se utilize formulações que permitam reverter esse quadro. O uso da associação de Butafosfan e Cianocobalamina (Vitamina B12) atua na diminuição da concentração de cortisol (hormônio do estresse), diminuindo o efeito de desconforto apresentado pelo animal (EKKEL et al., 1995) e consequentemente reduzindo todos os prejuízos inerentes ao estresse.

O Butafosfan e a Cianocobalamina (Vitamina B12) são considerados estimulantes metabólicos e foram produzidos para melhorar o estado físico e o bem estar animal. A associação contribui para o aumento da ingestão de alimento e incremento do metabolismo energético, além da rápida recuperação no caso de enfermidades. Segundo Groot et al, (2003) este produto tem capacidade de redução de estresse em suínos, sendo que o Butafosfan é elemento principal dessa redução, apesar da Cianocobalamina (Vit. B12) estar também diretamente ligada nos processos de regulação biológica, que se destaca o controle da ansiedade (VOLKOV & RUDOY, 2006).   

A JA Saúde Animal sugere a utilização de Catofós® B12 em situações estressantes na granja. Por ser à base de Butafosfan (Fósforo Orgânico) e Vitamina B12, Catofós B12 é ideal para controle do estresse, conservação do bem estar animal e incremento da produtividade, atuando na redução do cortisol, incremento do metabolismo energético e aumento do apetite.

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Autores:

M.V. Guilherme Luiz Gomes da Silva

Médico Veterinário - JA Saúde Animal

 

M.V. Eduardo de Castro Rezende

Médico Veterinário - JA Saúde Animal

 

Prof. Dr. José Abdo Andrade Hellu

Médico Veterinário e Fundador da JA Saúde Animal

 

Referências bibliográficas:

ABIPECS. Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. Nutrientes da carne suína – Padrões de consumo. São Paulo, 2010. Disponível em: Acesso em: 16 out. 2020.

BROOM, D. M. & MOLENTO C. F. M. Bem-estar animal: conceito e questões relacionadas: revisão. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 9, p. 1-11, 2004.

 

BUSHONG, D. M; FRIEND, T. H. & KNABE, D. A. Salivary and plasma cortisol response to adrenocorticotropin administration in pigs. Laboratory Animals, 34, 171–181. 2000.

D’EATH, R.B. & PICKUP, H.E. Behavior of young growing pigs in a resident-intruder test designed to measure aggressiveness. Aggressive Behavior, 28, 401–415. 2002.

EKKEL, E.D; VAN DOOM, C. E. A; HESSING, M.J.C. & TIELEN, M.J.M. The specific-stress-free housing system has positive effects on productivity, health, and welfare of pigs. Journal of Animal Science, 73, 1544–1551. 1995.

GROOT, J; RUIS, M. A. W; SCHOLTEN, J. W; KOOLHAAS, J. M. & BOERSMA, W. J. A. Long-term effects of social stress on anti-viral immunity in pigs. Physiology and Behavior, 73, 145–158. 2001.

KILGOUR, R. & DALTON, S. Livestock Behaviour: a practical guide. Kensington, N.S.W.: New South Wales University Press. 320p. 1984.

MOBERG, G. P. The biology of animal stress: basic principles and implications for animal welfare. In: MOBERG, G. P.; MENCH, J. A. Wallingford, UK; New York, NY, USA: CABI Pub., 377 p., 2000.

ROLLIN, B. E. Farm animal welfare: social, bioethical, and research issues. Ames: Iowa State University Press, 168 p, 1995.

RUIS, M. A. W; BRAKE, J. H. A; ENGEL, B; BUIST, W. G; BLOKHUIS, H.J. & KOOLHAAS, J.M. Implications of coping characteristics and social status for welfare and production of paired growing gilts. Applied Animal Behavior Science, 75, 207–231. 2002.

RURAL, C. Suinocultura no Brasil deve crescer e bater recordes em 2020. Disponível em: https://www.comprerural.com/suinocultura-no-brasil-deve-crescer-e-bater-recordes-em-2020/ acesso em: 21 out 2020.

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VOLKOV, I. & RUDOY, I. Vitamin B12 could be a ‘‘master key’’ in the regulation of multiple pathological processes. Journal of Nippon Medical School, 73, 65–69. 2006.

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