O Brasil é destaque no cenário da bovinocultura mundial, produzindo cerca de 10 milhões de toneladas de carne por ano e classificado como maior rebanho comercial do mundo (DOIF, 2009). De forma a assegurar a produção e qualidade do produto final, devemos dar atenção especial a sanidade animal, que compete tanto à prevenção quanto ao tratamento das principais enfermidades que acometem essa espécie. Dentre essas enfermidades, uma das que mais causam impacto financeiro são as verminoses gastrintestinais e pulmonares causadas pelos gêneros: Cooperia, Haemonchus, Ostertagia, Strongyloides, Trichostrongylus, Oesophagostomum e Dictyocaulus (VIDOTTO, 1995). O prejuízo decorrente das helmintoses é oriundo da dificuldade que os animais acometidos apresentam em manter satisfatório ganho de peso e produção de leite, além da predisposição a enfermidades secundárias (Waller, 2003; Entrocasso et al, 2008). Outro ponto relevante a ressaltar é que as infestações por endoparasitas não são problemas focados apenas em um animal, mas sim em todo o rebanho, além do fato de serem parasitoses crônicas e sem sinais clínicos aparentes, o que potencializa ainda mais as perdas do pecuarista (Neiva, 1998). Para o controle das verminoses é necessário a utilização de vermífugos eficazes, na dose e momentos corretos, evitando assim a resistência parasitária. A melhor forma de tratamento é o controle estratégico e, para que possamos entender essa forma de controle, é necessário compreender a dinâmica e ciclo dos parasitas. Os vermes existentes na propriedade podem estar no animal (fase parasitária) ou no ambiente (fase de vida livre), sendo que, ao contrário do que muitos imaginam, o tratamento deve ser feito no inverno. Embora seja no verão que temos maior taxa de infestação entre os parasitas da pastagem e o animal, é no inverno que conseguimos realmente reduzir a população parasitária, já que nesse período os vermes precisam estar no animal para sobreviverem, sendo justamente o animal o alvo dos tratamentos anti-helmínticos. Outro ponto que corrobora com a eficácia desse método de controle é a não reinfestação do animal após o tratamento, visto que nessa fase do ano os parasitas não resistem ao ambiente (Rangel et al, 2005). E para realizar um bom controle estratégico é essencial utilizar endoparasiticidas de alta efetividade (Cordovés, 1997). Os três grupos químicos de fármacos mais utilizados são as Formamidinas, Piretróides e as Avermectinas. Dentro do grupo das Avermectinas, podemos citar a Ivermectina e a Abamectina dentre os ativos mais utilizados, inclusive demonstrando serem altamente eficazes no controle e combate dos carrapatos de bovinos (Häuserman et. al. 1992; Bordin, 1999; Bridi, 2000; Pereira, 2009). A sugestão da J.A Saúde Animal para a redução dos prejuízos decorrentes das verminoses em bovinos é o tratamento estratégico com a utilização do Frigoboi Facilite, parasiticida à base de Abamectina, em formulação de rápida absorção e alta eficácia no combate aos parasitas internos e externos. Além disso, possui baixo período de carência para o abate (28 dias) e, por ser pour-on, facilita a aplicação e torna o manejo no campo mais prático. Para um resultado ainda melhor e prolongado, sugere-se a aplicação de Longamectina Premium 3,5%, produto injetável à base de Ivermectina concentrada de longa ação, um mês após a utilização do Frigoboi Facilite. Autores: Prof. Dr. José Abdo Andrade Hellu – Médico Veterinário e Fundador da J.A Saúde Animal M.V. Eduardo Henrique de Castro Rezende – J.A Saúde Animal Referências: BORDIN, E. L. Ivomec Gold – Uma Opção no Controle Integrado de Parasitos. In: Seminário Brasileiro De Parasitologia Veterinária, XI, Seminário De Parasitologia Veterinária Dos Países Do Mercosul, II E Simpósio De Controle Integrado De Parasitos De Bovinos, II, 1999. Salvador, Anais… Salvador, p.67, 1999. BRIDI, A. A.; CARVALHO, L. A.; CRAMER, L. G.; LANGHOFF, W.K. Weight gain of beef cattle in a one year parasite control program using Ivomec Gold. In: XXI World Buiatrics Congress of the World Association for Buiatrics, 2000. Punta del Este, Proceedings… p. 51-60, 2000. CORDOVÉS, C. O. Carrapato: controle ou erradicação. 2. ed. Guaíba: Agropecuária, 1997. Doiuf, J. El estado mundial de la agricultura y la alimentación. Roma: Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación, 2009. ENTROCASSO, C, Alvarez, L, Manazza, J, Lifschitz, A, Borda, B, Virkel, G, Mottier, L, Lanusse, C, 2008. Clinicalefficacyassessmentofthealbendazole-ivermectincombination in lambsparasitizeswithresistantnematodes.VetParasitol155(3-4), 249-256. RANGEL, V.B. et al. Resistência de Cooperiaspp e Haemonchusspp as ivermectinas em bovinos de corte. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.57, n.2.p.186-190, 2005. Häuserman W., Friedel T., Hess E.A. & Strong M.B. 1992. A new active ingredient for a new approach to protect cattle against ticks In: Proceedings of XIX International Congress of Entomology (Beijing, China). p. 138. NEIVA, R.S. Produção de bovinos leiteiros. Lavras: UFLA, 1998. 534p. PEREIRA, J. R. The efficiency of avermectins (abamectin, doramectin and ivermectin) in the controlo of Boophilus microplus, in artificially infested bovines kept in field conditions. Veterinary Parasitology, v162, n. 1-2, 2009. 116-119 p. SOUTELLO.R.G.V, Seno, M.C.Z, Amarante, A.E.T, 2007. Anthelminticresistance in cattlenematodes in northwestern São Paulo State, Brazil. Vet. Parasitol. 148(3-4), 360-364. Vidotto, O.; Yamamura, M.H.; Andrade, G.M.; Barbosa, C.S.; Freire, R.L.; Vidotto, M.C. Ocorrência de Babesia bigemina, Babesia bovis e Anaplasma marginale em rebanhos de bovinos leiteiros da região de Londrina , PR. Rev. Bras. de Parasit. Vet., 1995, 04, 184 WALLER, P., 2003. Global perspectivesonnematode parasite control in ruminantlivestock: theneedtoadoptalternativestochemotherapy, withemphasisonbiologicalcontrol. Ann. Health Res. Rev. 4 (1) 35- 43.
Compartilhe:
Cadastre-se para receber novidades