O rebanho equino brasileiro é considerado o maior da América do Sul e um dos maiores do mundo (FAO, 2013) e, segundo o IBGE, o efetivo de equinos em 2018 foi de pouco mais de 5,5 milhões de cabeças. Para se ter uma ideia, o setor emprega mais de 3,2 milhões de pessoas de forma direta e indireta, número seis vezes maior do que a indústria automobilística, por exemplo (Jornal Edição Do Brasil).

E com um rebanho dessa magnitude, precisamos nos precoupar com as verminoses, um dos principais problemas sanitários em equinos no Brasil. Como a criação desses animais a pasto no país é favorecida pela extensa área de pastagens aliado ao clima tropical, há maior desenvolvimento, ingestão e infestação de endoparasitas pelos animais (Molento, 2004).

Esses parasitas estão presentes em praticamente todo território nacional e são responsáveis por diversos prejuízos como: espoliação do sistema digestório, redução de peso, menor desenvolvimento, queda de imunidade, maior predisposição a outras doenças e parasitas, entre outros (Costa, 2011). Além do grande impacto que as helmintoses causam na saúde dos equídeos, elas também causam grande desconforto, podendo inclusive ocasionar episódios fulminantes de cólica e morte (Klei & Chapman, 1999).

No peri-parto das fêmeas gestantes, há um aumento considerável das infestações por verminoses, afetando de forma negativa no desenvolvimento fetal e no parto. Nesse período as éguas contaminam ainda mais as pastagens com os ovos e larvas dos parasitas e, em alguns casos, ocorre também a transmissão de larvas via transplacentária (Strongyloides westeri) (Bowman et al. 2006).

Para a resolução das infestações, a maioria dos planteis utilizam de vermífugos orais devido a sua praticidade, eficiência e segurança. Dentre os compostos mais utilizados, temos os grupos das Pirimidinas, representada principalmente pelo Pamoato de Pirantel e o grupo as Lactonas Macrocíclicas, sendo a Ivermectina um dos ativos mais consagrados. A associação desses dois ativos causa bloqueio neuromuscular, consequentemente provocando a morte dos parasitas (Martin, 1997). Outra grande vantagem dessa associação é possuir alta segurança no uso em éguas prenhes e também em potros, devido ao fato de sua ação estar focada no trato gastrintestinal e possuir eliminação de apenas 3 a 4 dias nas fezes e urina (Bowman et al. 2006).

Equijet é a sugestão da J.A Saúde Animal para a vermifugação de equinos. À base de Pamoato de Pirantel e Ivermectina, Equijet é um vermífugo oral de excelente eficácia no combate dos endoparasitas, sendo altamente seguro para todas as categorias animais, além de ser muito aderente a mucosa oral, evitando assim o desperdício.

Autores:

Prof. Dr. José Abdo Andrade Hellu – Médico Veterinário e Fundador da J.A Saúde Animal

M.V. Eduardo Henrique de Castro Rezende – J.A Saúde Animal

 

Referencias:

BOWMAN, D.D.; LYNN, R.C.; EBERHARD, M,L, ALCARAZ, A. Parasitologia Veterinária Georgis, 8a ed. Tamboré: Editora Malone, 2006, 422p.

COSTA, R. B. Caracterização do parasitismo gastrintestinal em cavalos de desporto e lazer no distrito de Coimbra. 108 f. Mestrado em Medicina Veterinária. Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária. 2011.

FAO. Food and Agriculture Organization of the United Nations. FAOSTAT – 2011. Disponível em: <http://faostat3.fao.org/home/index.html>. Acesso em 04 out. de 2014.

JORNAL EDIÇÃO DO BRASIL. Mercado de cavalos injeta mais de R$ 16 bi na economia. Disponível em: http://edicaodobrasil.com.br/2018/07/13/mercado-de-cavalos-movimenta-mais-de-r-16-bi-na-economia/. Acesso em: 13 jan. 2020.

KLEI, T.K.; CHAPMAN, M.R. Immunity in equine cyathostome infections. Veterinary Parasitology, v.85, p.123–136, 1999.

MARTIN, R.J. Modes of action of anthelmintic drugs. Veterinary Journal, v.154, p.11-34, 1997.

MOLENTO, M. B. Resistência de helmintos em ovinos e caprinos. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 13, suplemento 1, 2004.

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